Aldo defende convocação extraordinária

03/01/2006 - 16:50  

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, disse que não está arrependido de ter convocado a Casa em caráter extraordinário. A convocação, segundo Aldo, atende à necessidade de funcionamento das comissões parlamentares de inquérito, do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar e da Comissão Mista de Orçamento. A comissão mista, lembrou o presidente, no momento da convocação, ainda não havia votado o orçamento de 2006.
"O balanco da convocação deve ser feito no dia 15 de fevereiro, após os trabalhos, e não no dia 3 de janeiro. O cidadão tem o direito de fazer críticas. Porém, é preciso entender que o trabalho ainda não terminou", afirmou Aldo Rebelo em conversa com jornalistas no Salão Verde.
Aldo disse ainda que muitos cobraram a convocação, inclusive a imprensa. Por outro lado, o presidente destacou que não pode cobrar resultados do Conselho de Ética, que é um órgão autônomo, nem o comparecimento dos parlamentares à Casa. "O julgamento dos deputados será feito pelos eleitores. Não sou eu quem vai julgar assuntos que são da consciência dos deputados."

Prioridades
Como matérias prioritárias da convocação, Aldo Rebelo mencionou as medidas provisórias que tramitam na Casa neste momento. Em segundo lugar, ele destacou as matérias que têm urgência constitucional.
Por fim, Aldo citou assuntos pendentes de análise, como a redução do recesso parlamentar e o fim do pagamento pela convocação extraordinária.

Veja a pauta completa da convocação extraordinária

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Reportagem - João Pitella Junior
Edição - Noéli Nobre

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