Skymaster se contradiz ao explicar saques de R$ 4,3 mi
03/01/2006 - 13:51
O chefe do setor financeiro da Skymaster, Reginaldo Reges Menezes Fernandes, afirmou que cerca de R$ 4,3 milhões sacados das contas da empresa eram destinados a pagamentos de salários e de fornecedores. Fernandes não conseguiu, entretanto, indicar nenhum funcionário que recebesse salário em dinheiro e informou que ele mesmo recebe seus salários por meio de crédito em conta bancária. Segundo ele, os saques eram feitos por determinação do diretor-financeiro da Skymaster, João Marcos Pozzetti, a quem o dinheiro era repassado.
O único fornecedor que recebia em dinheiro e cujo nome foi lembrado por Fernandes é a empresa Force Field, sediada nas Ilhas Virgens e vinculada à própria Skymaster. Fernandes disse que os pagamentos à empresa se referiam a leasing de aeronaves adquiridas pela Skymaster. Ele não soube explicar o motivo de os pagamentos serem feitos em dinheiro.
O sub-relator de Contratos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), estranhou que esses saques tenham sido interrompidos a partir de abril do ano passado, quando surgiram denúncias contra a Skymaster.
Dos R$ 4,3 milhões, R$ 1,3 milhão foram sacados por Fernandes e o restante pelo motorista Éder Jouber Ribeiro Cabo Verde, que depôs antes.
O depoimento prossegue na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
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Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Pierre Triboli
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