Casa popular tem 48% de impostos no preço final
04/05/2004 - 18:05
Terminou há pouco a audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Urbano para discutir o déficit habitacional e o desenvolvimento da construção civil. O presidente-executivo da Associação Nacional das Empresas de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Elias Conz, afirmou que um dos maiores obstáculos à superação do déficit habitacional é a alta carga tributária que pesa sobre o setor — o dobro da indústria automobilística. Ele afirmou que uma casa popular tem 48% de seu preço final compostos por impostos. A cesta básica de material de construção tem 36% de seu custo compostos por impostos.
Política da CEF
A diretora de Habitação e Interesse Social da Caixa Econômica Federal, Vera Viana, afirmou que uma das metas da instituição é direcionar sua política habitacional para a população que ganha de um a cinco salários mínimos. Ela disse que a meta é produzir unidades mais baratas.
A diretora informou que, em 2003, com investimentos de R$ 4,9 bilhões foram construídas 316 mil unidades e gerados 472 mil empregos. Em 2004, a previsão é investir R$ 8,4 bilhões para produzir 450 mil unidades e gerar 800 mil empregos.
O diretor do Departamento de Competitividade Industrial e de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Otávio Bezerra Prates, reconheceu que os investimentos públicos no setor da construção vêm diminuindo a cada ano. Ele afirmou que, nos anos 70, foram investidos 3,2% do PIB; no final dos anos 90 houve leve recuperação, com investimento de 3,3%. Entre 1991 e 1994, foram investidos 2% do PIB; e, hoje, é investido 1,4%. Ele insistiu que é preciso um esforço concentrado de União, estados, municípios e iniciativa privada para superar o déficit habitacional.
Reportagem - Mauren Rojahn
Edição - Vania Alves
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
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