Política e Administração Pública

Deputada quer assegurar mulheres em todas as bancadas estaduais na Câmara

Cota para mulheres no Legislativo está em análise, neste momento, no Plenário da Câmara dos Deputados. Tema faz parte da reforma política.

16/06/2015 - 18:50  

Assista ao vivo à sessão do Plenário

A deputada Soraya Santos (PMDB-RJ) disse há pouco que a reforma política em discussão neste momento precisa mostrar ao País que não se aceita mais a existência de estados no Brasil sem representantes mulheres no Parlamento. “Não podemos mais permitir que o trabalho legislativo dos estados brasileiros seja produzido sem a participação feminina”, disse.

Segundo ela, a ideia é que, em três legislaturas, seja alcançada a meta de conceder a mulheres 15% das vagas disponíveis no Legislativo. Para atingir esse percentual, nas próximas eleições, a cota para mulheres seria de 10% e, nas eleições seguintes, de 12%. Caso a meta não seja alcançada pelo sistema proporcional normal, seriam eleitas as candidatas mais votadas, independentemente do partido ou coligação.

A deputada Gorete Pereira (PR-CE) afirmou que, no caso do seu estado, o Ceará, a cota de 10% nas próximas eleições reservará 2 vagas para mulheres, das 22 vagas totais de deputados federais a que o estado tem direito. “Estamos apenas assegurando a representatividade de 52% da população brasileira”, disse. “Que os 6 estados em que não há mulheres eleitas deputadas possam ter também suas representantes.”

Dificuldade
A líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), afirmou que esse debate não é fácil em um Plenário dominado por homens. “Precisamos entender o que o mundo fez para colocar o Brasil na posição 115 entre 190 países que integram o ranking de participação de mulheres na política”, lembrou.

“Quando chega à disputa de poder, a dificuldade é muito grande. Amigos, colegas parlamentares, está-se propondo 10% de participação de mulheres. Começamos com 30% e decidimos baixar para 10% apenas, chegando a 15% em 3 legislaturas”, completou Jandira, lembrando que mesmo em países do Oriente Médio, onde o tratamento dado a mulheres é discriminatório, a participação de mulheres na política é maior.

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Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

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