Política e Administração Pública

Deputada defende criação de cota de 15% para mulheres no Legislativo

16/06/2015 - 17:57  

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A deputada Moema Gramacho (PT-BA) defendeu há pouco uma maior participação das mulheres nos espaços de decisão política. A parlamentar é favorável à proposta da bancada feminina que prevê uma cota de 15% de cadeiras efetivas para mulheres no Legislativo. O tema está em análise no Plenário da Câmara, como parte da reforma política.

“Nós ainda representamos apenas 10% dos legislativos, em média. Isso é muito desproporcional”, disse. “Estamos pleiteando 15% de vagas para mulheres para cada estado”, explicou.

Gramacho lembrou que as mulheres começaram a votar a partir de 1932, mas, de lá para cá, ainda não dispõem do mesmo espaço concedido aos homens na disputa de cargos eletivos. “Precisamos dizer que hoje, dos 513 parlamentares [na Câmara dos Deputados], só temos 50 mulheres. Precisamos mudar isso. Precisamos garantir essa mudança nas próximas três legislaturas”, completou.

O deputado Glauber Braga (PSB-RJ) também defendeu a proposta. “A ideia de 10% na primeira legislatura é legítima. Assim como é a previsão de 12% na próxima legislatura e de 15% na seguinte”, disse. “É o mínimo que o Parlamento pode aprovar. Todos os que têm o compromisso da garantia de direito das mulheres brasileiras vão votar favoravelmente a isso. A partir dessa votação, o Parlamento vai ter mais cara de Brasil”, disse.

Posição contrária
Por outro lado, o deputado João Rodrigues (PSD-SC) se disse contrário a qualquer tipo de cota que não seja relacionada à renda. “O Brasil está se transformando em País de cotas. Em estados e municípios, não é proibida a candidatura de mulher. Se criarmos cota, amanhã ou depois teremos deputadas federais eleitas com 5 mil, 10 mil ou meia dúzia de votos”, sustentou. “Não entramos aqui pelo sexo nem por opção sexual; foi pelo trabalho, pelo empenho e pelo compromisso com a sociedade”, finalizou.

A deputada catarinense Carmen Zanotto (PPS) discordou de Rodrigues e lembrou que cinco estados atualmente não têm mulheres como parte de sua representação no Congresso Nacional.

O deputado Delegado Edson Moreira (PTN-MG) citou a Constituição para lembrar que todos são iguais perante a lei. “Cotas daqui e dali e, daqui a pouco, todos estarão fazendo cirurgia para mudar de sexo para entrar no Congresso”, afirmou.

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Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

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