Executivo explica objetivos da criação da Sete Brasil
16/06/2015 - 14:48
O ex-presidente do Conselho Administrativo da Sete Brasil Newton Carneiro da Cunha disse à CPI da Petrobras que a empresa foi criada com dois objetivos: tirar da estatal a obrigação de custear a construção de 28 sondas de perfuração para exploração do petróleo do pré-sal e estimular a produção indústria naval.
“Na época, existiam no mundo sete ou oito sondas como estas. Não tinha onde fazer isso no Brasil. O objetivo era induzir a indústria nacional. Além disso, a Lei do Conteúdo Nacional obrigava que até 55% das primeiras sondas e 65% das últimas tivessem conteúdo nacional”, explicou.
Petros
Cunha foi presidente do conselho administrativo da empresa ao mesmo tempo em que ocupada a diretoria executiva do fundo de previdência Petros, dos funcionários da Petrobras, um dos investidores da Sete Brasil.
Ao responder pergunta do deputado Izalci (PSDB-DF), ele disse que não havia conflito de interesses em acumular os dois cargos. “Mesmo porque os fundos que investem na Sete Brasil tem cadeira no Conselho”, disse.
Financiamento
O ex-dirigente disse que a empresa, afetada economicamente pela Operação Lava Jato, está negociando com bancos privados um financiamento de 4 bilhões de dólares para retomar a construção de 17 sondas, prejudicadas desde que o BNDES suspendeu, no ano passado, financiamento de 18 bilhões de dólares já aprovado pela diretoria do banco.
A Sete Brasil depende de financiamentos para concluir a construção de 17 das 28 sondas de perfuração contratadas pela Petrobras, um investimento de mais de 20 bilhões de dólares e que envolve 150 mil empregos diretos.
De acordo com depoimentos do ex-gerente da área de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, houve pagamento de propina pelos estaleiros contratados pela Sete brasil para diretores da Petrobras e partidos políticos.
A CPI continua reunida no plenário 12.
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Reportagem – Antonio Vital
Edição – Marcos Rossi