Política e Administração Pública

Presidente da CPI da Petrobras defende votações da semana passada

16/06/2015 - 11:51  

O presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), disse que a suspensão da Ordem do Dia do Plenário que permitiu a votação de 140 requerimentos, na última reunião da comissão, na quinta-feira (11), foi feita a pedido de uma deputada do PT, Moema Gramacho (BA).

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A bancada do PT questiona a votação em bloco de 140 requerimentos em um prazo de 13 minutos, período em que foi suspensa a Ordem do Dia do Plenário. Durante a Ordem do Dia, o Regimento Interno da Câmara impede a votação em comissões.

“Foi uma deputada do PT que pediu a suspensão da Ordem do Dia”, ressaltou Motta ao responder questionamento do deputado Jorge Solla (PT-BA).

Entre os requerimentos aprovados estão a convocação de Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula; bem como a obtenção dos dados relativos aos sigilos bancários, telefônicos e fiscais do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e da empresa dele, a JD Assessoria e Consultoria LTDA – informações em poder do Ministério Público e da Polícia Federal.

Desde o início da reunião de hoje da CPI, convocada para ouvir os depoimentos de dois executivos ligados à empresa Sete Brasil, Newton Carneiro da Cunha e João Carlos de Medeiros Ferraz, a bancada do PT questiona as decisões da última reunião, quando os requerimentos foram votados em bloco, sem discussão.

O deputado Ivan Valente (Psol-SP) também reclamou e pediu que a ata da reunião anterior deixasse claro que os trabalhos estavam sendo presididos pelo deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) no momento em que os depoimentos foram aprovados. Segundo ele, como a Ordem do Dia havia começado Imbassahy disse que iria suspender a reunião e retomar os trabalhos depois das votações de Plenário para votar requerimentos que não estavam na pauta – como as convocações do empresário Júlio Camargo, do ex-policial Jayme de Oliveira e da ex-deputada Solange Almeida.

“Eu não vou admitir suspeição de nenhum membro da CPI. O deputado Imbassahy agiu de maneira correta. Quero rechaçar, não admitir nenhum tipo de ilação sobre qualquer interferência do governo ou de qualquer líder sobre este presidente”, respondeu Motta.

A CPI continua reunida no plenário 12.

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Reportagem - Antonio Vital
Edição - Natalia Doederlein

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