Política e Administração Pública

Manifestações foram desrespeitosas, diz Cunha em debate sobre reforma política

30/03/2015 - 11:16  

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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, classificou como “desrespeitosas” e “intolerantes” as manifestações há pouco direcionadas a ele por manifestantes que acompanhavam o seminário “Visões para construir a mudança” no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

“Registro aqui a intolerância que acabamos de assistir. Aqueles que não respeitam nem sequer o hino nacional não podem ter o direito a qualquer outra manifestação democrática”, disse Cunha. “O contraditório, o diálogo, é sempre muito bem-vindo. Mas foi lamentável a intolerância”, disse.

Reforma das reformas
Sobre a reforma política, Cunha voltou a dizer que o debate atual decorre de vontade política. “A reforma política é uma das principais demandas da população brasileira, é a reforma das reformas. No entanto, todos querem discutir, mas ninguém quer votar, porque sempre há alguém discordando de um ponto ou outro da proposta”, disse Cunha, destacando sua decisão de trazer a proposta para o Plenário com ou sem o parecer da comissão especial criada para analisar o tema, em 40 sessões.

“Tenho a convicção de que o presidente da comissão especial, deputado Rodrigo Maia (DEM), e o relator, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), vão conseguir votar um texto. Mas, mesmo que isso não ocorra, nós vamos levar para o Plenário e faremos uma semana inteira de votações, até que aprovemos uma reforma politica”, disse Cunha. “Decidir não votar e manter tudo como está também é uma decisão. Mas precisamos debater o assunto”, concluiu Cunha.

O governador do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori, disse que por ser um tema polêmico a reforma política não deve encontrar consenso. Mesmo assim, segundo Sartori, a decisão de Cunha de colocar o tema em pauta está de acordo com os anseios da sociedade.

Durante a reabertura do seminário “Visões para construir a mudança”, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Edson Brum, pediu desculpas ao presidente da Câmara dos Deputados pelas manifestações da plateia que acompanhava o seminário no auditório do Teatro Dante Barone.

“Esta casa é a voz do povo Gaúcho, mas eu peço desculpas pelas manifestações agressivas inclusive contra o hino nacional”, disse Brum, que decidiu transferir o seminário para o Plenário 20 de Setembro, sem a participação da plateia.

O seminário faz parte da agenda de trabalho da Comissão Especial da Reforma Política da Câmara dos Deputados nos estados e tem o objetivo de debater com especialistas, autoridades e a população temas relacionados à reforma política, como o financiamento de campanha, o sistema eleitoral, o voto facultativo, o fim da reeleição, entre outros.

Reportagem - Murilo Souza
Edição - Natalia Doederlein

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