Política e Administração Pública

Cid Gomes diz que declaração sobre "achacadores" não foi feita em local público

18/03/2015 - 15:48   •   Atualizado em 18/03/2015 - 18:14

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O ministro da Educação, Cid Gomes, explicou há pouco que sua declaração de que haveria no Congresso “300 ou 400 achacadores” que se aproveitam da fragilidade do governo não foi sua “opinião pública”. Segundo ele, a fala foi feita a um grupo de estudantes de três universidades paraenses dentro da sala do reitor da Universidade Federal do Pará, depois de ser questionado sobre a falta de recursos para a pasta.

“Se alguém teve acesso a uma gravação não autorizada que não reflete a minha opinião pública que me perdoe. Eu não tenho mais idade. Eu não tenho direito de negar a tantos quanto nesses 20 anos de vida pública. Eu não tenho como negar aquilo que pessoalmente, de maneira reservada, falei no gabinete do reitor.”

Segundo ele, sua fala não foi feita em local público e “não é motivo de proselitismo”.

Gomes lembrou que, durante sua trajetória como prefeito e governador, sempre teve uma boa relação com o Parlamento, “respeitosa, construtiva, de quem compreende o papel do Legislativo” na gestão e no controle do Estado e do País.

Durante visita à Universidade Federal do Pará, Cid Gomes teria dado a seguinte declaração: “Tem lá [no Congresso] uns 400 deputados, 300 deputados que, quanto pior, melhor para eles. Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas”.

A sessão ocorre no Plenário Ulysses Guimarães.

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Reportagem - Tiago Miranda
Edição - Marcelo Oliveira

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