Gabrielli repete Graça Foster e diz que compra da Pasadena foi bom negócio na época
25/06/2014 - 15:35
Em audiência na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli respondeu há pouco que sua defesa da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, não é diferente das afirmações feitas pela presidente da estatal, Graça Foster. “Eu digo a mesma coisa, foi um bom negócio na época e hoje em dia não é. Essa diferença é uma boa retórica política, mas não na realidade”, afirmou ao líder do Solidariedade, deputado Fernando Francischini (PR)
Gabrielli também disse que o seu primo José Orlando Azevedo, à época da aquisição de Pasadena presidente da Petrobras América, não conduziu o processo da compra da refinaria nos Estados Unidos. “É um erro dizer que Orlando Azevedo conduziu o processo de Pasadena. Ele já era gerente-geral, entrou por concurso em 1978, era um técnico de carreira”, afirmou. Azevedo presidiu a Petrobras América entre 2008 e 2012, período da disputa judicial que culminou com o pagamento, pela Petrobras, de mais US$ 820,5 milhões ao grupo belga Astra Oil.
O ex-presidente da estatal voltou a afirmar que não houve ilegalidade na aquisição de Pasadena por não haver no resumo analisado pelo conselho de administração da estatal as cláusulas put option (de saída de uma das sócias) e Marlim, de rentabilidade. “Não tem discussão sobre irregularidade ou ilegalidade”, defendeu.
O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) criticou a compra da refinaria por estar em desacordo com o estatuto da Petrobras, que prevê a instrução por parecer jurídico de tudo que é analisado pelo conselho de administração. “O senhor votou como manda o estatuto da Petrobras ou a partir de um parecer técnica e juridicamente falho, como a presidente da República falou?”, questionou. O parecer jurídico, com as cláusulas, não foi analisado pelo conselho de administração, presidido por Dilma Rousseff na época de aquisição de Pasadena.
A audiência ocorre no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Marcos Rossi