Política e Administração Pública

Ex-presidente da Petrobras questiona dados da imprensa sobre valor de refinaria

25/06/2014 - 14:53   •   Atualizado em 25/06/2014 - 17:58

O ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli criticou informações veiculadas na imprensa sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras em 2006. Ele presta depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga denúncias contra a estatal brasileira, entre elas a compra de Pasadena, avaliada em 1,25 bilhão de dólares. É a terceira vez que o ex-presidente vem ao Congresso para falar sobre a refinaria.

Gabrielli questionou o custo de 42,5 milhões de dólares da compra da refinaria pela empresa belga Astra Oil, em 2004, adquirida da Crown. “Essa é uma informação equivocada, falseadora e que não considera a realidade do mercado”, disse. Ele afirmou que os custos da aquisição chegaram a 360 milhões de dólares, ao considerar valores com aquisição de estoques e de investimentos feitos pela Astra.

Ele também afirmou que a compra de Pasadena foi “barata” ao considerar a capacidade de refino de 100 mil barris ao dia. “O preço pela capacidade foi de 5.540 dólares para capacidade de refino, pouco mais da metade do preço das refinarias compradas nos EUA”, disse.

Gabrielli afirmou ainda que o valor total da compra chegou a 1,25 bilhão de dólares ao somar o valor da comercializadora de derivados de petróleo e custas judiciais. “Compramos uma refinaria com capacidade de refino barata”, disse.

A atual presidente da estatal, Graça Foster, admitiu que houve um prejuízo de 530 milhões de dólares na compra de Pasadena no “teste do impairment” – conceito contábil que define a redução do valor recuperável de ativos –, que pode ser revertido "total ou parcialmente".

O relator da CPMI, deputado Marco Maia (PT-RS), falou que fará suas perguntas depois dos demais parlamentares. Ele tomou a decisão depois de ter sido criticado por deputados da oposição de ter demorado mais de duas horas questionando Graça Foster há duas semanas.

A audiência ocorre no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.

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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Marcos Rossi

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