Política e Administração Pública

Freire celebra manifestações populares pela democracia nos anos 80

25/04/2013 - 12:07  

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Homenagem aos 30 anos da Emenda Dante de Oliveira – Diretas Já. Dep. Roberto Freire (PPS-SP)
Freire lembrou que, apesar de a Emenda Dante de Oliveira não ter sido aprovada, em 1985 foi eleito um presidente civil.

Ao assumir a presidência da sessão solene em homenagem aos 30 anos de apresentação da Emenda Dante de Oliveira, o deputado Roberto Freire (PPS-SP) recordou o momento em que diversas manifestações populares passaram a clamar pela democracia e a pedir o fim do regime militar. “Quando a sociedade se mobiliza, ninguém consegue controlar”, disse.

Freire, que votou a favor da emenda e pela redemocratização, disse que, mesmo a proposta não tendo sido aprovada, a mobilização alcançou os seus objetivos posteriormente com a eleição, ainda pelo colégio eleitoral, em 1985, de um civil para a Presidência da República.

“Estamos vivendo o período democrático mais longo da historia do Brasil”, destacou Freire, alertando para a necessidade de dar continuidade ao processo de construção da plena democracia. “Agora mesmo estamos enfrentando um evento que não ajuda em nada”, disse, em referência à PEC 33/11, que teve a admissibilidade aprovada ontem na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara.

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Homenagem aos 30 anos da Emenda Dante de Oliveira – Diretas Já. Dep. Sarney Filho (PV-MA)
Sarney Filho destacou que votou a favor da emenda, seguindo os clamores populares.

De autoria do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), a proposta atribui ao Congresso Nacional a prerrogativa de referendar decisões do Supremo Tribunal Federal. “Essa PEC pode ter tido qualquer intenção, mas a sua má redação ou alguns dos seus intuitos não ajuda a manter o que lá atrás conquistamos”, completou Freire.

O deputado Sarney Filho (PV-MA), que também votou a favor da Emenda Dante de Oliveira, disse que foi considerado traidor por seu partido à época, o governista PDS. “Fui acusado de traição, mas preferi seguir os clamores da sociedade que pedia o fim do regime militar e eleições diretas”, declarou.

Sarney Filho também ressaltou que a Câmara, em maioria absoluta, votou a favor da emenda. “Só não pôde ser aprovada por falta de quórum”, completou.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcos Rossi

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