Relações exteriores

Solução é incentivar imigração legal, diz embaixador

17/04/2013 - 15:56  

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Exposição a respeito dos recentes acontecimentos do Acre sobre a situação calamitosa em que se encontram os municípios acreanos de Brasileia e de Epitaciolândia, em razão do fluxo anormal de imigrantes haitianos que têm chegado àquelas localidades. Subsecretário-geral de Comunidades Brasileiras no Exterior, embaixador Sérgio França Danese
O embaixador Sérgio Denase destacou que o Brasil não tem tradição em deportação

O subsecretário-geral de Comunidades Brasileiras no Exterior, embaixador Sérgio França Danese, lembrou que o Brasil não tem tradição em deportação e que, nesse caso específico, se aplicaria a inadmissão dos imigrantes. "Não podemos fazer algo que condenamos, senão outros países se sentiriam autorizados a deportar brasileiros. Vamos combater a imigração ilegal e o tráfico de pessoas a partir do incentivo à imigração legal", defendeu.

Segundo Danese, o governo brasileiro tem atuado junto aos governos do Haiti e de países da América do Sul como o Peru e o Equador. O pedido ao governo haitiano é para que sensibilize a população acerca dos perigos da imigração ilegal. A política do País prevê a concessão de 1,2 mil vistos permanentes por ano até 2014.

“Mas hoje a demanda por vistos na embaixada brasileira em Porto Príncipe chega a 1,5 mil solicitações por semana, ou 6 mil por mês. Isso mostra a pressão imigratória”, disse Sérgio Danese.

Por comandar o braço militar da missão de paz das Nações Unidas no Haiti (a Minustah), o Brasil tem uma atuação diferenciada em relação ao Haiti e busca atender humanitariamente os refugiados que aportam em território brasileiro.

Em relação ao Peru, Danese informou que o país passou a exigir visto de turista aos haitianos. O Equador, no entanto, tem uma política de não exigir vistos para nenhuma nacionalidade, mas considera a possibilidade de pedir aos viajantes a comprovação de meios para se manter durante a viagem ou carta-convite para hospedagem. Essa notícia, na visão do embaixador, poderia ter influenciado o aumento do fluxo de imigrantes nos últimos meses, decididos a viajar antes de as exigências se tornarem mais duras.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Rachel Librelon

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