Um preso morre no RS a cada três dias, diz defensor público
27/11/2012 - 19:08
Representante da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul no seminário sobre o sistema carcerário brasileiro, promovido pela Comissão de Direitos Humanos, o advogado Rafael Raphaeli relatou que a cada três dias um apenado morre no estado.
Ele acrescentou que, ao contrário do que se crê, a maior parte dos óbitos não ocorre por homicídio, mas, sim, devido a doenças. “Pneumonia e hepatite do tipo C estão entre as principais causas dessas mortes”, explicou.
O defensor público também explicou que, além da saúde dos detentos, a questão é preocupante porque essas doenças podem chegar ao restante da população. Outra consequência, lembrou, é a multiplicação de ações de indenização contra o Estado por não evitar que essas epidemias se alastrem.
OAB
Também presente, o integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB/DF, Ricardo Freire Vasconcellos, criticou o sistema carcerário, considerado por ele “caótico e alarmante”. O advogado reivindicou uma ampliação na quantidade de varas judiciárias para desobstruir as cadeias. “O problema não se limita a execução da pena, mas também as varas de execução”, afirmou. Segundo Vasconcellos, é essencial que sejam realizados mais concursos para juízes e funcionários para o Judiciário.
O seminário já terminou.
Reportagem - Idhelene Macedo/ Rádio Câmara
Edição - Juliano Pires