Política e Administração Pública

Ex-diretor de estatal paulista reafirma inocência sobre denúncias

29/08/2012 - 15:11  

O ex-diretor de engenharia da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), do governo de São Paulo, Paulo Vieira de Souza disse há pouco que passará o resto da vida esclarecendo que é inocente. Mais cedo, ele negou denúncias publicadas pela imprensa segundo as quais ele teria desviado dinheiro de obras públicas para campanhas do PSDB em 2010. “Gostaria que alguém, em alguma instância, provasse alguma das acusações. Não é normal tanta calúnia e não ter processo. Essa é a ingratidão da minha vida”, declarou.

Ele afirmou ainda ter impetrado uma representação junto à Justiça Eleitoral contra Dilma Rousseff (PT). Segundo o ex-diretor, durante um debate, em 2010, a então candidata à Presidência teria lhe caluniado ao perguntar ao também candidato José Serra (PSDB) sobre o paradeiro de “um assessor que teria fugido com R$ 4 milhões”, dinheiro que seria fruto de propina. “Espero que a presidente reconsidere essa postura. Com todo constrangimento que me cabe como cidadão, tenho uma representação contra ela.”

Perguntado pelo deputado Rubens Bueno (PPS-PR) sobre denúncias de tráfico de influência, Vieira de Souza declarou que apenas uma vez pediu ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) a demissão de um funcionário que “assediou” uma de suas filhas quando ela trabalhava no cerimonial do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo.

A reunião da CPMI do Cachoeira está sendo realizada na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.

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Reportagem - Tiago Miranda
Edição - Marcelo Oliveira

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