Política e Administração Pública

Ex-diretor de estatal ligado ao PSDB se diz vítima de denúncias loucas e caluniosas

29/08/2012 - 11:44  

O engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da empresa rodoviária do governo de São Paulo (Dersa), disse na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira que “é muito difícil resistir a denúncias mendazes (mentirosas), loucas e caluniosas”.

Ele dedicou grande parte da sua exposição inicial a ler seu currículo. Entre os cargos que ocupou, citou o de diretor de Relações Institucionais da Dersa e depois diretor de Engenharia da mesma empresa, sendo responsável por diversas obras, entre elas o trecho sul do Rodoanel e a nova marginal Tietê.

Começam agora as perguntas do relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG).

Paulo Souza é acusado de atuar junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) em 2010 em busca de dinheiro para campanhas do PSDB – de José Serra à Presidência da República e de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo.

Ele foi convocado por requerimento do deputado Dr. Rosinha (PT-PR). O deputado citou também que o Ministério Público de São Paulo abriu investigação para apurar indícios de superfaturamento de obras na Marginal Tietê pelo consórcio Nova Tietê, da qual a Delta Construções faz parte. E disse ainda que Paulo Preto foi um dos responsáveis pela contratação desse consórcio.

As acusações contra Paulo Souza, publicadas nos últimos meses pela imprensa,  foram esvaziadas ontem pelo ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot. Ele confirmou que Paulo Souza o procurou para que assinasse um aditivo de R$ 264 milhões para a conclusão do trecho sul do Rodoanel de São Paulo, mas negou ter dito que parte desse dinheiro seria desviada para as campanhas eleitorais. Segundo Pagot, a informação sobre o desvio não passou de uma "conversa de bêbado em botequim".

A reunião está sendo realizada na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.

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Da Redação/WS

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