Ex-diretor da Dersa se exime de culpa por acréscimo na obra do Rodoanel
29/08/2012 - 13:13
O engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da empresa rodoviária do governo de São Paulo (Dersa), responsabilizou o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal pelo aditivo de R$ 264 milhões na obra do Rodoanel de São Paulo.
Ele disse que a licitação foi feita na modalidade de “preço global” e que, na sua opinião, se houver lucro, bom para a empresa. Mas, se houver prejuízo, problema da empresa.
Segundo ele, perto do final da obra, em 2009, as empresas estavam reivindicando 38% de reajuste. Foram ao Ministério Público Federal por conta de inquérito do trecho oeste do Rodoanel (ele cuidava do trecho sul). O procurador José Roberto Pimenta teria proposto um encontro de contas, com o apoio do TCU e da Procuradoria-Geral do Estado, o que teria gerado o aditivo.
Segundo reportagem publicada pela revista IstoÉ, uma parte desse aditivo teria sido desviada para campanhas políticas do PSDB em 2010 – de José Serra à Presidência da República e de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo.
Essas acusações, publicadas nos últimos meses pela imprensa, foram esvaziadas ontem pelo ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot. Ele confirmou que Paulo Souza o procurou para que assinasse um aditivo de R$ 264 milhões para a conclusão do trecho sul do Rodoanel de São Paulo, mas negou ter dito que parte desse dinheiro seria desviada para as campanhas eleitorais. Segundo Pagot, a informação sobre o desvio não passou de uma "conversa de bêbado em botequim".
Paulo Souza disse que nunca foi chamado de "Paulo Preto" por seus amigos e que esse apelido foi inventado pela imprensa com a intenção de ofendê-lo, mas que ele tem orgulho de ser descendente de negros.
A reunião está sendo realizada na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
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Da Redação/WS