Ex-diretor da Dersa nega ter recebido dinheiro da Camargo Corrêa
29/08/2012 - 14:05
O ex-diretor de engenharia da empresa rodoviária do governo de São Paulo (Dersa) Paulo Vieira de Souza negou ter recebido dinheiro da construtora Camargo Corrêa, como afirma reportagem da revista Veja sobre a operação Castelo de Areia, da Polícia Federal (PF). “Nunca fui chamado, nunca fui citado, comunicado. Vi [meu nome em] uma lista apócrifa”, disse, em relação à lista em que seu nome aparece como um dos beneficiários.
A operação apurou suposto esquema de remessa ilegal de dinheiro da construtora Camargo Corrêa para o exterior por intermédio de doleiros que atuam no Brasil e em outros países.
Nas investigações, foram citadas supostas doações ao PPS, PSB, PDT, DEM, PP e PSDB. Os partidos negam irregularidades. No relatório final, a PF deixou de fora três partidos citados na investigação: PT, PTB e PV. Segundo a polícia, os três partidos foram citados em um contexto em que se fala em recibos de doação, o que teria dado a entender aos delegados do caso que seriam repasses feitos dentro da lei.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a validade da investigação por terem sido feitas escutas telefônicas clandestinas.
Assad
Souza, que já participou de maratonas, disse conhecer o empresário Adir Assad apenas como triatleta. “Todos os triatletas treinam no mesmo lugar. Desconheço se ele trabalhou como subcontratado. Ele nunca entrou na Dersa.” Assad é apontado como dono das empresas JSM Terraplanagem e SP Terraplanagem, entre outras, que teriam recebido aproximadamente R$ 48 milhões da Delta Construções para pagar propinas e financiar campanhas, segundo a PF.
A reunião da CPMI do Cachoeira está sendo realizada na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
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Reportagem - Tiago Miranda
Edição - Marcelo Oliveira