Pagot minimiza crítica a deputado sobre contratos da Delta
28/08/2012 - 16:27
O ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot disse ter exagerado ao afirmar, em entrevista, que o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) seria o operador da Delta no órgão. “Ele [Costa Neto] só intensificava com veemência suas palavras quando eram obras de interesse da Delta”, afirmou.
Segundo Pagot, o deputado foi um dos que pediram, por duas vezes, que fosse acertado o aditivo de R$ 264 milhões para o Rodoanel de São Paulo, além de uma travessia urbana em Ubatuba (SP). Pagot reconheceu que esses pedidos não seriam papel de parlamentar, em resposta ao senador Pedro Taques (PDT-MT).
Pagot também afirmou que o deputado Wellington Fagundes (PR-MT) também era “zeloso” sobre o andamento das obras da Delta.O senador Cidinho Santos (PR-MT) defendeu o deputado. Segundo ele, Wellington Fagundes tem base eleitoral em Rondonópolis (MT) e, por isso, foi interceder pela duplicação das obras da Serra de São Vicente e não por ser a Delta a responsável pela obra.
Doações
Pagot admitiu que pediu doações a empresas de construção civil para a campanha eleitoral de Dilma Rousseff à Presidência da República, em 2010.“Com certeza, o [deputado] José de Filippi (PT-SP), [responsável pela arrecadação de recursos para a campanha presidencial de Dilma Rousseff] não teria procurado barnabé [um servidor sem cargo do órgão]; só me procurou porque eu era diretor do Dnit”, disse.
Segundo Pagot, as doações de campanha feitas não vincularam nada da execução orçamentária do Dnit.
“Percebi o tamanho da bobagem que estava fazendo, mesmo acreditando que não fiz irregularidades. Do ponto de vista da ética, não foi ético.”
A reunião da CPMI do Cachoeira prossegue na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
* Matéria atualizada às 16h59.
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Reportagem - Tiago Miranda
Edição - Marcelo Oliveira