Dirigente diz que inadimplência do FNE é elevada

30/09/2003 - 17:24  

O presidente em exercício do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Pedro Eugênio de Castro Cabral, afirmou que, embora a inadimplência dos empréstimos feitos com recursos do Fundo Constitucional para o Desenvolvimento do Nordeste (FNE) seja muito alta, a instituição já liberou este ano R$ 317 milhões para projetos de desenvolvimento destinados a diversos setores da economia. Ele participa, neste instante, de audiência pública promovida pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, no plenário 9.
Segundo ele, a administração anterior do banco, diante da alta inadimplência registrada em 2002 (56,44%), interrompeu a concessão de novos empréstimos e buscou diminuir a inadimplênca. A atual diretoria do BNB, todavia, optou por dar continuidade às operações e, ao mesmo tempo, implantar um projeto de recuperação de crédito. Ele esclareceu que a política de empréstimos do BNB é atender a empresários de qualquer segmento e porte, desde que produtivos, viáveis e cujas propostas estejam em consonância com as políticas e diretrizes do Governo Federal. "A inadimplência não está associada ao porte, mas à análise de risco. É preciso observar sua viabilidade".
Autor do requerimento para a realização da audiência, o deputado Jorge Alberto (PMDB-SE) afirmou que uma de suas principais preocupações, além da inadimpência, é o baixo volume de aplicação dos recursos em projetos - o que significa dizer que o banco estaria retendo recursos na carteira comercial.

VOLUME DE EMPRÉSTIMOS
Segundo o presidente em exercício do Banco, enquanto no ano passado foram emprestados R$254 milhões, até agosto deste ano já foram liberados R$317 milhões. Além disso, há R$186 milhões já aprovados e ainda não liberados e R$302 milhões de operações que ainda estão em estudo.
Na avaliação do superintendente do processo operacional do BNB, Francisco José Araújo Bezerra, não é interessante para o banco reter o dinheiro. “O ganho é pouco expressivo", esclareceu, assinalando que a remuneração é inferior à taxa SELIC, sendo suficiente somente para pagar impostos. Para ele, o mais interessante é aplicar em projetos, sendo necessário somente precaver-se quanto à inadimplência.
De acordo com o superintendente, o setor rural é o que mais recebe recursos do FNE e o que possui maior inadimplência. Atualmente, há 370 mil operações deste setor sendo renegociadas, as quais poderão enquadrar-se na Lei 10696/03, que dispõe sobre a repactuação e o alongamento de dívidas oriundas de operações de crédito rural.

Reportagem - Mauren Rojahn
Edição - Maristela Sant´Ana

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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