Magistrados são contra federalização de crimes contra direitos humanos
28/06/2011 - 17:17
O vice-presidente da Associação dos Magistrados do Brasil, Diógenes Hassam Ribeiro, sustentou há pouco que é contra a federalização do julgamento dos crimes contra os direitos humanos. “Entendemos que a melhor solução é dotar os estados de recursos públicos, humanos e materiais, e treinar as forças públicas para que essas medidas tragam benefícios ao combate a todos os tipos de delitos, inclusive da violência no campo”, argumentou.
De acordo com o juiz, a Justiça dos estados contou, em 2009, com 15 mil magistrados e gastou R$ 23 bilhões naquele ano. Já a Justiça federal, segundo disse, tinha 1,5 mil magistrados e gastou R$ 6 bilhões. Além disso, de acordo com Diógenes Ribeiro, “o número de julgamentos da Justiça estadual é muitas vezes superior aos da Justiça federal”.
Mais cedo, o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Gabriel Wedy, defendeu a federalização desses crimes, que são considerados contra os direitos humanos.
Organizada pelas comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e de Direitos Humanos e Minorias, a audiência ocorre no Plenário 1.
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Reportagem – Maria Neves
Edição – Regina Céli Assumpção