Direitos Humanos

Representante de trabalhadores rurais defende "ação ostensiva" do governo

07/06/2011 - 18:34  

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Pará (Fetrag-PA), Carlos Augusto Santos Silva, pediu que o combate à violência no campo seja seguido de políticas públicas, que passem pelo fortalecimento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e pelo processo de reforma agrária.

“Não temos dúvidas de que o governo federal precisa fazer uma ação ostensiva para garantir a segurança dos defensores dos direitos humanos”, destacou, durante comissão geral sobre violência no campo. “Para nós, é fundamental garantir a investigação e a punição dos pistoleiros e mandantes dos assassinatos dos nossos líderes”, completou.

Santos Silva também pediu que o Executivo pressione o Judiciário a agir com menos morosidade nos processos de investigação dos assassinatos no campo. Segundo ele, há poucas informações sobre os crimes. Por isso, informou, foi entregue um mapa da grilagem aos ministros Maria do Rosário (Direitos Humanos) e José Eduardo Cardozo (Justiça). “A paz no campo passa pelo fim da grilagem de terras”, assegurou.

Presença do Estado

José Ulisses Manasses, da coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), criticou o modelo de desenvolvimento adotado para a região amazônica, classificando-o como “a raiz dos conjuntos de injustiças sociais e de violência na região”. De acordo com Manasses, onde há conflito é exatamente onde não há a presença do Estado brasileiro.

Outro elemento importante, na opinião do representante do MST, é a impunidade. Nos últimos 20 anos, 70% dos crimes no campo, no Pará, não tiverem sequer inquérito policial instaurado. Manasses criticou ainda a criminalização dos movimentos sociais que atuam no campo.

O debate prossegue no Plenário Ulysses Guimarães.

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Reportagem – Malena Rehbein
Edição - Daniella Cronemberger

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