Plenário mantém em pauta MP de crédito extra
08/04/2008 - 17:37
O Plenário rejeitou há pouco, por 278 votos a 2, o requerimento do PSDB para a retirada de pauta da Medida Provisória 409/07, que abre crédito extraordinário de R$ 750 milhões a oito ministérios. Essa é a primeira das onze MPs com prazo de tramitação vencido.
Neste momento, o deputado Celso Maldaner (PMDB-SC) relata a MP.
Acordo
Em atendimento a apelo do presidente Arlindo Chinaglia, os líderes partidários da oposição aceitaram suspender a obstrução hoje para votar exclusivamente esta MP e encerrar a sessão às 19 horas.
Em seguida, os líderes partidários do governo e da oposição devem se reunir com o presidente para continuar as negociações a fim de fechar um acordo para liberar a pauta, trancada por onze MPs. Com a pauta livre, os deputados poderiam votar outras matérias, como a PEC 511/06, que muda o rito de tramitação das medidas provisórias, e a PEC 233/08, da reforma tributária.
Pontos pendentes
O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), afirmou que a obstrução poderá voltar se não forem resolvidos dois pontos que seu partido quer negociar com o governo. O primeiro é a abertura da pauta para votação de projetos escolhidos pelos próprios parlamentares e não pelo Executivo. O segundo é a construção de um acordo em torno do texto da PEC que muda o rito das MPs.
O DEM não concorda, por exemplo, com a ampliação do prazo para votação das MPs, previsto no relatório do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ). "No primeiro ponto, avançamos bastante", disse o deputado, ao constatar que o governo já concordou em "se autolimitar" na edição de MPs. "O nosso desafio é construir o mais rápido possível um acordo que permita um entendimento em torno da PEC", afirmou.
Chinaglia avalia que a negociação desse ponto será difícil. "É impossível haver consenso em qualquer bancada nessa matéria", disse. Para ele, os deputados devem fazer um movimento amplo para que, pelo menos, a PEC seja votada em plenário.
Além de Magalhães Neto, os líderes da Minoria, Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), e do PPS, Fernando Coruja (SC), além do primeiro-vice-líder do PSDB, Bruno Araújo (PE), concordaram em suspender a obstrução. Reportagem - Eduardo Piovesan e Edvaldo Fernandes
Edição - João Pitella Junior
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