Deputado critica inveracidade de depoimentos sobre escutas
O deputado Laerte Bessa (PMDB-DF) se irritou com a falta de veracidade dos depoimentos prestados nesta tarde durante audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas. Ele classificou a atuação dos três depoentes como "artística".
Quanto às críticas à inveracidade dos depoimentos, o presidente da comissão, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), afirmou que a função da CPI é juntar dados para a composição de um relatório que possa levar à identificação dos culpados.
O ex-funcionário da Telemar Alex Martins admitiu que já esteve preso por causa de envolvimento com grampo. Ele, no entanto, disse que não conhece o depoente Waldecir Alves de Oliveira, citado por Jose Luiz da França Neto, ex-técnico da Rede de Acesso da Telemar, e pelo Gerente de Operações Especiais da Telemar, Arthur Madureira de Pinho, como uma das pessoas envolvidas em interceptações telefônicas.
Waldecir defendeu-se, em depoimento mais cedo, dizendo que tem uma empresa de vigilância eletrônica, legalizada, e que nunca prestou serviço fora do Rio de Janeiro. Ele disse que é vitima de perseguição.
O depoente Marlésio Maurício Martins, também acusado de envolvimento com grampos ilegais, é tio de Alex Martins, mas disse que nunca trabalhou com o sobrinho. Marlésio admitiu que até 1994 prestou serviços de vigilância para um detetive particular argentino, chamado Pascoal, que já se aposentou.
Amanhã a CPI ouve dois representantes da Polícia Rodoviária Federal para saber se a PRF possui equipamentos de escuta. A audiência já se encerrou. Reportagem - Karla Alessandra/ Rádio Câmara
Edição - Regina Céli Assumpção
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