Vice-líderes do governo divergem sobre lista flexível

27/06/2007 - 21:02  

O vice-líder do governo Henrique Fontana (PT-RS) tentou há pouco, em plenário, dissuadir os colegas que resistem à votação da lista flexível. Fontana afirmou que a mudança decorreu de um deslocamento "em direção ao entendimento". "Não voto no projeto ideal, mas no possível, para começar a transformar o sistema político brasileiro", disse.

O também vice-líder do governo Beto Albuquerque (PSB-RS), por sua vez, criticou a lista flexível. Com a proposta, segundo o parlamentar, o cidadão é obrigado a ter um partido, mas para ele isso não significa uma emancipação. "Essa proposta é um embuste, pois obriga o cidadão a ter um partido, toma seu dinheiro para pagar a eleição e retira o direito de escolher seu candidato. O voto direto é o melhor caminho, por isso é preciso enfrentar e derrotar essa proposta", defendeu.

Para Albuquerque, a medida também é incorreta por apresentar o financiamento público e abrir um "jeitinho" para o privado.

Mesmo assim, o vice-líder afirmou que a reforma deve ser votada agora, para pôr um ponto final no tema, enfrentando-o de uma vez por todas. Ele lembrou que o Brasil é uma democracia jovem, pois há 25 anos, apenas, o povo exerce o direito do voto. "Acredito no voto popular, inclusive quando o povo erra", afirmou.

Reportagem - Edvaldo Fernandes e Newton Araújo Jr.
Edição - Francisco Brandão

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