PSDB rejeita lista flexível e quer adiar reforma para 2010

27/06/2007 - 19:52  

O líder do PSDB, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), rejeitou há pouco, em plenário, a emenda aglutinativa à reforma política (PL 1210/07) que prevê um sistema híbrido com lista flexível e combina financiamento público e privado de campanha. "É um horror", definiu. "Alguns deputados serão públicos, outros serão privados." A emenda é defendida pelo DEM, PMDB, PT, PPS, PSB, PCdoB e Psol.

Para o deputado, o Parlamento deveria abandonar a idéia de aprovar uma reforma até setembro para que as novas regras passem a valer nas próximas eleições, em 2008. Em sua opinião, seria melhor aprofundar as discussões e colocar como meta uma reforma eleitoral que possa ser implementada nas eleições de 2010.

Voto distrital
O líder do PSDB avalia que o erro da proposta de reforma em debate é não aprofundar temas essenciais em razão da pressa. "Não adianta pensar que, de afogadilho, podemos tratar de um assunto tão sério", alertou. De acordo com o tucano, seu partido defende uma reforma que atinja o cerne do sistema eleitoral, com a adoção do voto distrital misto.

Pannunzio ainda rechaçou a pecha de conservadorismo que, segundo ele, é atribuída ao partido. "O PSDB não pensa pequeno e mostrou que não é conservador quando esteve no poder. O povo sabe que o PSDB é o verdadeiro partido da mudança."

Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Francisco Brandão

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