Funasa mostra redução de morte de indígenas no MS
27/06/2007 - 18:54
O diretor do Departamento de Saúde Indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Wanderley Guenka, apresentou vários indicadores sobre a saúde indígena, principalmente no município de Dourados (MS). Ele informou que o estado foi o primeiro a incluir nutricionistas nas unidades de saúde que atuam nas aldeias e disse que a mortalidade de crianças indígenas com menos de um ano de idade caiu no ano passado.
Na audiência pública promovida pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle nesta quarta-feira, Guenka informou que os óbitos em Dourados passaram de 25 mortes, em 2003, para 34, em 2004, e 11, em 2006. A principal causa das mortes no ano passado, segundo Guenka, foi o nascimento de prematuros (quatro casos). Houve apenas uma morte por desnutrição em 2006.
Já o pico de 2004, segundo o diretor, deveu-se a um período de desorganização na Funasa. "Os indicadores mostram que há desnutrição e mortalidade, mas os índices têm melhorado, apesar de todos os problemas, como a falta de território indígena e a violência na região de Dourados. Os problemas não se resolvem só com ações de saúde", disse, lembrando que os altos índices de suicídio têm sido um desafio para as autoridades.
Demarcação de terras
O deputado Sebastião Madeira (PSDB-MA), que propôs a audiência, observou que muitas vezes a vida real diverge da frieza das estatísticas. O coordenador de saúde substituto da Fundação Nacional do Índio (Funai), Roberto Cunha, defendeu-se das denúncias dizendo que o principal papel do órgão é a demarcação de terras indígenas. A saúde indígena, disse, é competência da Funasa, mas a Funai acompanha e fiscaliza as ações.
Wanderley Guenka alertou que outras questões, como a violência, precisam ser enfrentadas. "Os indicadores provam que há desnutrição e mortalidade. Mas também mostram que há um trabalho sério sendo feito, com todas as dificuldades que os indígenas de Mato Grosso do Sul enfrentam: falta de território, violência. Você pega Dourados com 3.600 hectares para 12 mil indígenas, uma situação crítica na questão social." Reportagem - Mônica Montenegro/ Rádio Câmara
Edição - Regina Céli Assumpção
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