Painel Eletrônico
Proposta inclui o TDAH, na sua forma mais severa, no rol das deficiências
27/05/2026 - 08h00
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Entrevista: Dep. Alex Manente (Cidadania-SP)
O plenário da Câmara poderá votar, nos próximos dias, projeto que reconhece o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), na sua forma mais severa, como deficiência. O deputado Alex Manente (Cidadania-SP)), um dos autores do projeto, diz que a proposta assegura educação inclusiva e atendimento prioritário na saúde aos portadores.
Alex Manente diz que é “dever do poder público” cuidar da saúde mental do povo brasileiro, “cada vez mais comum com a digitalização”. Estima-se que cerca de 11 milhões de pessoas convivam com o TDAH no país. Essa estimativa engloba tanto crianças e adolescentes quanto adultos.
O TDAH é classificado em três níveis de gravidade: leve, moderado e severo. A inclusão como deficiência se refere ao nível mais grave, ressalta Alex Manente. Nos outros níveis, a proposta prevê medidas para garantir o acesso à educação.
Alex Manente afirma que o principal problema é a falta de diagnóstico. Por isso, o projeto determina que esse diagnóstico seja feito pelo SUS. “Existem tratamentos com medicamentos”, explica. “Mas eles acontecem sobretudo na rede privada”. Ele reclama da “estrutura sucateada” do sistema de saúde no Brasil.
A proposta também institui o Dia da Conscientização das Pessoas com TDAH, comemorado em 13 de julho. Alex Manente acredita que campanhas possam conscientizar as pessoas sobre o transtorno. “Conscientização e acolhimento”, resume.
Apresentação: Mauro Ceccherini