Sub-relator acusa Previ de forjar documento contra ACM

06/03/2006 - 15:22  

O sub-relator de Fundos de Pensão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), acusou há pouco a administração da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) de forjar documento relativo aos investimentos no Complexo de Sauípe, na Bahia, que teriam causado um prejuízo de R$ 846 milhões ao fundo. Uma das testemunhas do protocolo de entendimento para a construção de Sauípe tem a assinatura do avô de Magalhães Neto, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). A denúncia foi publicada no último fim de semana pela revista Carta Capital e pelo Jornal do Brasil.
Magalhães Neto vê motivações políticas na acusação. "O presidente da Previ, Sérgio Rosa, está agindo como um vereador do PT, não como um dirigente de um fundo de pensão", afirmou.

Relatório
Mesmo assim, o sub-relator afirmou que vai citar o caso no relatório final de Fundos de Pensão, apesar de adiantar que não tem como aprofundar a investigação sobre a denúncia por falta de tempo. O deputado tem uma semana para entregar o relatório. "Se o PT tiver coragem e topar prorrogar o prazo da CPMI, a sub-relatoria poderá investigar o caso mais profundamente", disse Magalhães Neto.
O sub-relator lembrou que a denúncia já havia sido notificada à CPMI quando foram tomados os depoimentos dos dirigentes da Previ. "Procurei fazer os questionamentos cabíveis", declarou.
O deputado anunciou que ACM vai processar a revista Carta Capital. "O senador vai fazer um pronunciamento público ainda hoje a respeito."

Refer
A Sub-Relatoria de Fundos de Pensão ouve neste momento o ex-presidente da Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (Refer) Jorge Moura. O conselheiro da Refer Darci Rocha denunciou à Secretaria de Previdência Complementar um suposto esquema de corrupção para beneficiar o PT por meio de um fundo de aplicação em cotas (FAC).
Em reunião anterior, o sub-relator, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), disse não haver provas do esquema na Refer. Ele observou que a tentativa não se efetivou porque o então presidente do fundo, Jorge Moura, foi contrário aos investimentos no fundo de aplicação em cotas.

Acareação
Magalhães Neto afirmou que entrará em contato com a Justiça Federal para garantir a acareação entre três ex-dirigentes do Nucleos (fundo de pensão dos funcionários da Eletronucelar): Paulo Roberto de Almeida Figueiredo, Fabiana Carneiro Carnaval e Gildásio Amado Filho. A acareação está marcada para quinta-feira (9), mas Figueiredo, que foi ouvido há pouco pela sub-relatoria, tem depoimento marcado na Justiça Federal para o mesmo dia.

O depoimento de Jorge Moura ocorre na sala 19 da ala Alexandre Costa.

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Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro e Marcello Larcher
Edição - Francisco Brandão

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