Cidadão questiona sobre religiões afro-brasileiras

19/11/2004 - 11:14  

Um telespectador do Rio de Janeiro perguntou, durante debate transmitido ao vivo pela TV Câmara sobre Igualdade Racial, por que só havia candidatos católicos ou evangélicos e não das religiões afro-brasileiras em um concurso público para professores de religião. O secretário-adjunto da Promoção da Igualdade Racial, Douglas Martins de Souza, respondeu que, pela lei, o Estado brasileiro é laico, mas há preconceitos contra as religiões africanas.
Douglas lembrou que o País tem a maior população negra fora da África e que, mesmo no continente africano, só a Nigéria tem população negra maior do que a nossa.
O promotor do Ministério Público do DF e Territórios, Libanio Alves Rodrigues, destacou que um funcionário da Câmara fez uma tese de mestrado com um levantamento que mostrava o racismo em várias leis. Ele acrescentou que o Brasil já avançou muito nesse campo, pois o candomblé e a capoeira já foram consideradas atividades ilegais.

Políticas para humildes
Ao responder a pergunta de um telespectador sobre se não seria melhor fazer políticas para os humildes em vez de uma política contra a discriminação racial, o deputado Eduardo Valverde (PT-RO) disse que há vários grupos no País que estão em desvantagem, e que o Estado deve estabelecer políticas para acabar com todas essas desigualdades.

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Reportagem - Cláudio Ferreira
Edição - Regina Céli Assumpção

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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