Política e Administração Pública

Deputados pedem vista do relatório final da CPI do BNDES e votação é adiada por duas sessões

16/02/2016 - 19:34  

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Vários deputados pediram vista do relatório final da CPI do BNDES, apresentado hoje pelo deputado José Rocha (PR-BA).

José Rocha leu, durante três horas, 110 das 250 páginas do relatório. Com o pedido de vista, depois da leitura os deputados terão duas sessões para votar o parecer final.

O relatório não pede indiciamentos, mas sugere alterações na política do banco de modo a dar mais transparência às operações. Uma das sugestões é permitir que o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU) tenham acesso a informações bancárias hoje protegidas por sigilo.

Ele também propõe mudanças legislativas e na gestão do banco, como prioridade no financiamento de pesquisas tecnológicas por micro e pequenas empresas, bem como o veto a empréstimos a empresas que tiveram consultoria de políticos ou parentes de dirigentes do banco.

A CPI termina, formalmente, na próxima quinta-feira (18), mas o presidente da comissão anunciou ter obtido do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o compromisso de prorrogar os trabalhos por mais uma semana, até o dia 25, apenas para a votação do relatório.

Deputados de vários partidos pediram mais prazo para a CPI. “O relatório aponta erros do banco e evidencia que a CPI não deve acabar. Além disso, o relatório falha na providência. Não dá para apenas sugerir ao banco que faça modificações em seus procedimentos. Há muitas questões não respondidas”, disse o deputado Caio Nárcio (PSDB-MG).

O relator da CPI deixou registrado no relatório que não houve tempo hábil para a análise de todos os documentos obtidos pela comissão. José Rocha explicou que não pediu indiciamentos por falta de elementos.
“Eu não podia pedir o indiciamento de pessoas que sequer tiveram a oportunidade de vir à CPI se defender”, disse.

Um dos sub-relatores da CPI, deputado Alexandre Baldy (PSDB-GO), pediu o indiciamento da empresária Carolina Pimentel, mulher do governador de Minas Gerais Fernando Pimentel, por suspeitas de ter recebido dinheiro de empresas beneficiadas por empréstimos do BNDES – caso investigado pela Operação Acrônimo, da Polícia Federal.

A reunião ocorre no plenário 8.

Mais informações a seguir. 

Reportagem - Antonio Vital
Edição - Luciana Cesar

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