Política e Administração Pública

Retirada de relatoria de Pinato é novamente discutida no Conselho de Ética

10/12/2015 - 12:20  

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O deputado Manoel Junior (PMDB-PB) defendeu que a decisão da primeira vice-presidência da Câmara de afastar o deputado Fausto Pinato (PRB-SP) da relatoria da representação contra o presidente Eduardo Cunha pautou-se pelo Regimento Interna. Para Manoel Junior, não houve interferência indevida no colegiado.

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) afirmou que há um falso moralismo entre os deputados que querem atribuir todos os problemas da Casa ao presidente Eduardo Cunha.

“Quem está rezando para que o Cunha saia é a presidente Dilma. Aqui tem gente andando por questões éticas. Mas tem muita gente aqui seguindo os interesses do governo”, criticou Marun.

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), falou novamente sobre a informação prestada pela Secretaria Geral da Mesa (SGM) ao conselho. Segundo o presidente, a SGM informou que Pinato não estaria impedido de participar do sorteio da relatoria da representação contra Cunha.

Araújo informou que, pela informação que teve, o que era levado em conta era o bloco atual, e não o início da legislatura. Ele citou como exemplo o caso do ex-deputado Edmar Moreira, que teve o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) indicado como relator da representação contra ele. No início da legislatura, os dois faziam parte do mesmo bloco partidário e isso não foi considerado um impedimento.

Araújo informou que o secretário geral, Sílvio Avelino, confirmou a conversa e que ninguém contestou à época do sorteio do relator.

Fausto Pinato afirmou que recebeu apoio de diversos partidos, inclusive do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), após ter sido afastado da relatoria do processo contra Cunha.

“Isso mostra que ainda existe esperança. A decisão foi feita monocraticamente e não pela Casa. Podem me tirar a relatoria, e continuo como segundo vice-presidente do Conselho de Ética e tenho mandato. O que me assusta é a falta de coragem de se defender”, reforçou.

A reunião acontece no plenário 7.

Mais informações a seguir.

Reportagem - Luiz Gustavo Xavier
Edição - Mônica Thaty

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