Ciência, tecnologia e Comunicações

Deputados defendem voto impresso para garantir recontagem

Técnicos do TSE garantem que sistema eletrônico é confiável e rebatem acusações de falhas.

03/11/2015 - 18:16  

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Deputados da CPI dos Crimes Cibernéticos defenderam, durante audiência pública sobre a segurança das urnas eletrônicas, o voto impresso nas eleições.

Os deputados Esperidião Amin (PP-SC), Silas Freire (PR-PI), Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Fábio Sousa (PSDB-GO) manifestaram dúvidas a respeito da segurança do sistema e disseram que os votos impressos poderiam garantir uma recontagem em caso de suspeitas.

O voto impresso estava previsto na chamada minirreforma eleitoral, aprovada em setembro pelo Congresso, mas foi vetado pela presidente Dilma Roussef há pouco mais de um mês.

Os deputados manifestaram dúvidas sobre a segurança do sistema diante dos responsáveis pelo setor de tecnologia do Tribunal Superior Eleitoral José de Melo Cruz, Coordenador de Sistemas Eleitorais, e Giuseppe Janino, Secretário de Tecnologia da Informação do órgão.

Questionamentos
Os representantes do TSE garantiram que o sistema permite auditoria e recontagem de votos pelo sistema eletrônico. Esperidião Amin deu como exemplo contrário o caso de um município catarinense onde a urna não funcionou e prejudicou os candidatos.

“Este caso foi devido a um mau funcionamento da urna. Não deu para recuperar os dados nesse caso porque houve uma pane, que não permitiu a checagem dos votos”, disse Janino.

“Mas, se houvesse o voto impresso, os votos poderiam ser contabilizados”, rebateu Amin.

“Nem assim seria possível garantir a lisura do resultado, já que o mau funcionamento foi na memória”, disse o secretário de Tecnologia do TSE.

“Não posso concordar com essa resposta”, contestou Amin.

Os técnicos do TSE rebateram informações fornecidas pela advogada Maria Aparecida da Rocha Cortiz , integrante da Organização Não Governamental Conselho Multidisciplinar Independente (CMind).

Segundo ela, o sistema é falho e contém um software que pode certificar, ou seja, conferir autenticidade, a programas fraudados. A advogada criticou ainda a contratação da empresa Smartmatic pelo TSE. Segundo ela, a empresa é estrangeira, não poderia atuar em território nacional e foi contratada sem licitação.

De acordo com Janino, o software mencionado pelo CMind não está em uso desde 2004 e não faz parte do sistema de validação dos votos. Já a empresa Smartmatic, segundo ele, foi contratada apenas para transportar as urnas ao vencer uma licitação em consórcio com outra empresa, a Engetec.

A reunião ocorre no plenário 9.

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Reportagem - Antonio Vital
Edição - Mônica Thaty

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