Bolivianos querem igualdade de oportunidades para migrantes
21/10/2015 - 17:26 • Atualizado em 21/10/2015 - 17:44
O presidente da Associação de Empreendedores Bolivianos, Luís Vásquez, sugeriu a inclusão do princípio da igualdade de oportunidades econômicas no projeto que estabelece a nova Lei da Migração (PL 2516/15, do Senado). “Se a lei estabelecesse isso, os migrantes teriam mais chances de se desenvolver”, disse. Vaquez participou de audiência pública, encerrada há pouco, da comissão especial que discute a matéria.
Ele também defendeu a garantia de direitos políticos (votar e ser votado) aos migrantes e acesso a documentos de identidade da mesma forma dos brasileiros. “Para o brasileiro, a primeira via de identidade é gratuita e a segunda custa R$ 29. Já para o migrante, a primeira é R$ 300; e a segunda, R$ 500. De que igualdade estamos falando?”, questionou.
Vásquez sugeriu ainda que, no momento em que o migrante fizer seu registro na Polícia Federal, o documento sirva para garantir sua regularidade no Brasil e que tenha validade para frequentar escolas e obter trabalho.
“Gostaria que a lei faça com que nós, migrantes, sejamos iguais. Não queremos privilégios, apenas igualdade de oportunidades”, argumentou.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Marcelo Oliveira