Educação, cultura e esportes

Confederações de natação, canoagem e ginástica apostam em bons resultados nas Olimpíadas

Representantes esperam que desempenho brasileiro se mantenha positivo conforme os últimos resultados

08/10/2015 - 22:50  

Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados
Audiência pública com a Subcomissão Especial para a realização das Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016 para discutir a preparação da delegação dos atletas para as Olimpíadas de 2016 com as Confederações Brasileiras de Canoagem, Desportos Aquáticos, Ginástica e Hipismo. Presidente da CESPO, dep. Márcio Marinho (PRB-BA)
Durante a audiência, o deputado Márcio Marinho leu perguntas de internautas que participaram via site e-democracia.

Confederações nacionais de natação, canoagem e ginástica acreditam que os atletas de suas modalidades trarão bons resultados nas Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Elas foram convidadas pelo deputado João Derly (Rede-RS) para esclarecer as preparações dos brasileiros para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do próximo ano. A audiência pública foi promovida nesta quinta-feira (8) pela Comissão do Esporte e a Subcomissão Especial para a realização das Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016.

O presidente da Confederação Brasileira de Canoagem, João Tomasini Scwertner, enfatizou que a modalidade esportiva vem crescendo desde a última Olimpíada, ganhando mais visibilidade no cenário mundial e ameaçando equipes tradicionais. "A canoagem está chegando para o Rio 2016 com uma possibilidade diferenciada. O Brasil está entre os cinco melhores na canoagem de velocidade e é um dos principais países das américas na modalidade slalom. Nos últimos anos participamos de todos os mundiais", concluiu.

Tomasini também falou do principal canoísta Isaquias Queiroz, 20 anos, primeiro brasileiro campeão mundial em 2013, a principal esperança de medalhas do Brasil na modalidade durante os jogos olímpicos. O dirigente ressaltou ainda que, desde os anos 20, nenhum atleta brasileiro conseguiu ganhar três medalhas na mesma edição de Jogos Olímpicos; e declarou que Isaquias pode chegar a essa marca.

Natação
Já para o diretor-executivo da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Ricardo de Moura, a natação manterá no mínimo os mesmos resultados que vem apresentando nos últimos campeonatos. "A gente tem chances, na natação, de melhorar os resultados ou no mínimo manter as mesmas posições conquistadas anteriormente. Os atletas vêm apresentando bons resultados nos últimos anos."

Na natação, o Brasil conta com grandes nomes de peso que têm figurado entre os principais atletas mundiais na modalidade. César Cielo, campeão nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008 e tricampeão mundial dos 50m livres e bicampeão mundial dos 50m borboleta. Thiago Pereira, maior medalhista da história dos Jogos Pan-Americanos, com 23 medalhas, e Daniel Dias, recordista brasileiro com 15 medalhas em Jogos Paralímpicos.

Participação popular
Durante a audiência, o presidente da sessão, deputado Márcio Marinho (PRB-BA), leu a perguntas de internautas que participaram via site e-democracia. O supervisor da modalidade não-olímpica de canoagem oceânica em Santos (SP), Jeferson, por exemplo, perguntou aos convidados "qual o impacto futuro na formação de base com o corte do Bolsa Atleta para as modalidades não-olímpicas. Será que esse ponto foi medido pelo Ministério dos Esportes?"

O presidente da Confederação de Canoagem afirmou que essa medida desestimula a formação básica de profissionais, pois muitos começam em modalidades não-olímpicas. Tomasini disse que já pediu ao governo para que reveja a medida para que o esporte não seja desestimulado. "O ministério tomou a decisão de só apoiar as modalidades não-olímpicas em eventos internacionais. Eu espero que ele possa rever essa questão e, nos próximos programas de bolsa, reconheça que os esportes não-olímpicos vinculados a entidades nacionais com reconhecimento do Comitê Olímpico Internacional podem ter bolsa nacional", concluiu.

Também em resposta ao internauta, o supervisor de Seleções da Confederação Brasileira de Ginástica, Klayler Mourthé, afirmou que a Bolsa Atleta é fundamental para os jovens continuarem a praticar os esportes. "Eu tive atletas que praticavam modalidades não-olímpicas e só permaneceram treinando porque tinham a Bolsa Atleta. Isso é preocupante. Nós somos confederações de modalidades olímpicas e não-olímpicas", afirmou.

Já Ricardo de Moura, da natação, disse que não tem muito conhecimento sobre a Bolsa Atleta e preferiu não comentar o assunto.

Reportagem – Vinicius Cassela
Edição – Regina Céli Assumpção

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