Política e Administração Pública

Foster: contratos aditivos são usados para corrigir deficiências de projetos básicos

26/03/2015 - 11:58  

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Em depoimento à CPI da Petrobras, a ex-presidente da estatal Graça Foster disse que os aditivos firmados com empresas contratadas para a execução de obras tinham como origem a deficiência dos projetos básicos. Estes aditivos multiplicavam os custos dos projetos.

Graça Foster disse que isso aconteceu na construção da refinaria Abreu e Lima, que teve custo inicial estimado em 2,5 bilhões de dólares, valor que subiu para 18,5 bilhões de dólares ao final da construção. “Se você não tem projetos básicos de qualidade, você vai ter aditivos. Na Abreu e Lima a questão principal foram as mudanças sucessivas no projeto. Até as características do petróleo que seria refinado ali mudaram durante o processo”, explicou.

Ao ser questionada pelo relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), sobre a criação da empresa Gasene - uma sociedade para fins específicos (SPE) aberta para construir um gasoduto entre o Espírito Santo e a Bahia - a ex-presidente disse que tinha “vergonha” do projeto em função da descoberta de propinas pagas pelas empresas contratadas a diretores da Petrobras. “Tenho orgulho de ter participado disso, mas tenho vergonha também”, explicou.

Ela admitiu que o gasoduto acabou custando 20% a mais que o previsto. “Mas eu considero este adicional razoável. O valor justo do Gasene supera em alguns bilhões o valor contábil. Isso significa que não tivemos prejuízo com o Gasene”, disse ela.

Essa é a quinta vez que a ex-presidente vem ao Congresso explicar irregularidades na Petrobras.

A CPI está reunida no plenário 2.

Mais informações a seguir.

Reportagem - Antonio Vital
Edição - Natalia Doederlein

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