Política e Administração Pública

Relator da reforma política diz estar aberto a diálogo com movimentos sociais

Grupo formado por mais de 100 entidades é contrário à proposta que deve nortear o início dos trabalhos da comissão especial da reforma política.

25/02/2015 - 16:52  

O deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), relator da comissão especial da reforma política, disse há pouco estar aberto ao debate sobre o projeto (PL 6316/13) sobre o tema defendido por mais de 100 entidades da sociedade civil. Neste momento, ocorre um ato no plenário 2 de apoio à proposta.

A chamada Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, que organiza o ato, é contra o texto (PEC 352/13) que dará início às discussões sobre a reforma política na comissão especial. Na visão das entidades sociais, a PEC constitucionaliza o financiamento privado de campanhas, legitimando a influência do poderia econômico nas eleições.

Marcelo Castro afirmou que, pessoalmente, concorda com vários pontos do projeto da coalizão, como o fim do financiamento privado e a votação em listas pré-ordenadas, mas discorda de outros dispositivos.

Uma das mudanças incluídas no PL 6316/13 que não conta com o apoio do relator é a eleição em dois turnos para deputados federais, que coincidiriam com os das eleições para o Executivo. No primeiro turno, os eleitores votariam apenas nos partidos, definindo o tamanho de cada legenda na Câmara. Os nomes de sua preferência seriam escolhidos somente no segundo turno, em listas pré-definidas pelas agremiações.

“Não vamos aprovar a reforma do Lula, do Temer, da OAB ou a minha própria”, declarou Marcelo Castro. “Devemos abrir mão de interesses pessoais em nome do interesse comum. Caso contrário, não se chegará a lugar algum.”

Reportagem – Idhelene Macedo
Edição – Marcelo Oliveira

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