Política e Administração Pública

Em ato na Câmara, CNBB defende reforma política democrática

Movimento formado por mais de 100 entidades é contrário à proposta que deve nortear o início dos trabalhos da comissão especial da reforma política.

25/02/2015 - 15:47  

Teve início há pouco, na Câmara dos Deputados, um ato de apoio ao Projeto de Lei 6316/13, batizado de "Eleições Limpas".

O movimento, denominado Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, conta com o apoio de parlamentares e representa 103 entidades da sociedade civil. O grupo se opõe ao texto (PEC 352/13) que dará início às discussões sobre a reforma política na comissão especial instalada pela Câmara no último dia 10. O movimento pretende assegurar o debate, em paralelo, da proposta de iniciativa popular.

O cardeal dom Raymundo Damasceno, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) - uma das entidades que lideram a coalização -, destacou os principais pontos do PL 6316/13. Entre outras medidas, o texto prevê o fim do financiamento privado das campanhas, maior participação feminina nos partidos e a adoção do voto proporcional nos cargos legislativos, nas esferas federal, estadual e municipal. A proposta também busca aprimorar instrumentos de soberania popular, como o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular.

Damasceno afirmou que a Igreja Católica não é ligada a partidos políticos, mas se propõe a trabalhar com outras instituições para fortalecer a construção de uma sociedade mais justa. “Queremos contribuir para uma reforma política democrática”, declarou.

O ato prossegue no plenário 2.

Reportagem – Idhelene Macedo
Edição – Marcelo Oliveira

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