CPMI começa a ouvir depoimento de diretor da Petrobras
29/10/2014 - 15:11
Começou há pouco a reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras para ouvir o diretor de Abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza. Ele assumiu o cargo no lugar de Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.
O depoimento foi pedido pelos deputados Rubens Bueno (PPS-PR) e Carlos Sampaio (PSDB-SP), e subscrito pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e outros membros da comissão. Inicialmente, Cosenza viria ao colegiado na quarta-feira (22) passada, mas apresentou atestado médico indicando hipertensão e não compareceu.
Calendário
O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), convocou reunião a portas fechadas com os líderes após a audiência com Cosenza para fechar o calendário das apurações. “Logo após a oitiva do Cosenza, a presidência vai receber os líderes para uma reunião que terá como pauta o calendário desta comissão.”
O prazo da comissão para encerrar os trabalhos é 21 de novembro. Vital do Rêgo apresentou pedido para prorrogar a atuação da CPMI até o final do ano legislativo, em 22 de dezembro. O requerimento está na secretaria da comissão, com o intuito de conseguir as assinaturas de 171 deputados e 27 senadores necessárias para estender a duração das investigações. Oito deputados e quatro senadores já assinaram a solicitação.
O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) sugeriu ampliar o número de reuniões por semana para “acelerar o trabalho legislativo”. Ele também falou que deveria ser criada uma nova CPMI na próxima legislatura, que começa em 2 de fevereiro de 2015, a fim de continuar a investigação sobre a estatal.
Youssef
A reunião de hoje seria para ouvir o doleiro Alberto Youssef, suspeito de coordenar o esquema que teria desviado cerca de R$ 10 bilhões da Petrobras, mas ele passou mal no fim de semana e ficou hospitalizado até hoje de manhã.
O escritório de advocacia que representa o doleiro enviou ofício na quinta-feira (23) à presidência da comissão avisando que Youssef usaria o direito de permanecer calado se fosse chamado a depor. Os advogados argumentam que o cancelamento tem por objetivo evitar “gastos inócuos” aos cofres públicos com o transporte de Youssef até Brasília.
A reunião da CPI mista ocorre na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Marcelo Oliveira