Política e Administração Pública

Brasil tem 32,2 mil sessões adaptadas para eleitores com necessidades especiais

05/10/2014 - 14:11  

Em todo o País, o número de seções adaptadas passa de 32,2 mil, quase três vezes mais do que nas eleições de 2010 (17,9 mil seções). Apenas em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, são mais de 10,3 mil pontos especiais para votação este ano.

No Distrito Federal, mais de 110 seções foram preparadas para receber eleitores com necessidades especiais e funcionam sem problemas. Alexandre Lins, 28 anos, contou não teve qualquer problema para chegar até a seção eleitoral hoje (5). Cadeirante há 10 anos, desde que foi atropelado no trânsito, o estudante foi um dos brasileiros que requereu, na Justiça Eleitoral a votação em uma sala adaptada. “Foi fácil chegar até aqui e entrar na sala com a cadeira”, completou.

Nas ruas próximas às zonas eleitorais na cidade formava-se um tapete de santinhos de diversos partidos. Eleitores que não tinham qualquer problema para se locomover escorregavam diversas vezes em cima dos papéis e o problema era maior para pessoas com dificuldade de locomoção.

Numa rápida vistoria por uma das zonas eleitorais no Núcleo Bandeirante, que tem seção adaptada para pessoas com qualquer tipo de deficiência, a promotora eleitoral auxiliar Cláudia Tomelin garantiu que nenhum problema foi identificado até o final da manhã. Segundo ela, a única dificuldade encontrada na região estava relacionada à biometria.

Atendimento especial
Até o dia 7 de maio, prazo definido como limite pela Justiça Eleitoral, quase 149 mil eleitores com algum tipo de deficiência fizeram pedido de atendimento especial para votar hoje. O cadastro da Justiça Eleitoral reúne o registro de 430 mil eleitores com deficiência em todo o País.

As regras criadas para facilitar a votação de pessoas com alguma deficiência passsaram a valer em 2002. Pela resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os locais de votação para os deficientes precisam ter fácil acesso, como rampas, corrimão e localização no andar térreo, estacionamento próximo e instalações que atendam às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Há quatro anos foram incluídas outras normas, como a possibilidade de o eleitor ser acompanhado por uma pessoa de sua confiança para votar, mesmo sem ter pedido antecipadamente ao juiz eleitoral. Além de poder entrar na cabine, a pessoa que prestar o auxílio pode digitar os números na urna.

Para atender a casos de deficientes visuais, ainda é preciso ter sistema de áudio, teclado em braile e a marca de identificação da tecla cinco na urna eletrônica. Os tribunais regionais eleitorais (TREs) ainda recebem uma recomendação para que tentem fechar parcerias para cadastrar mesários e colaboradores que conheçam a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Da Redação - RL
Com informações da Agência Brasil

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