Política e Administração Pública

Mais Médicos e saúde pública contaminam debate de PEC sobre médicos militares

05/02/2014 - 19:00   •   Atualizado em 05/02/2014 - 19:01

A discussão da Proposta de Emenda à Constituição 293/13, do Senado, que permite aos profissionais militares de saúde acumularem dois cargos públicos, acabou sendo contaminada por outras questões, como o programa Mais Médicos e a qualidade da saúde pública. Neste momento, o Plenário vota a PEC em segundo turno.

Quem levantou a questão do Mais Médicos foi o DEM, que abriga na sua liderança a médica cubana Ramona Matos Rodriguez, que abandonou o programa e busca refúgio no País. “A liderança do DEM é a embaixada da liberdade”, declarou o deputado Efraim Morais (DEM-PB).

Deputados do PT defenderam o Mais Médicos. O deputado Dr. Rosinha (PT-PR) ressaltou que a contratação de cubanos pelo País foi feita com o aval da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e que a médica Ramona não é procurada pela Polícia Federal, como ela própria declarou.

Já o deputado Bohn Gass (PT-RS) lembrou que o Mais Médicos privilegiou os brasileiros. “O programa deu oportunidade para médicos brasileiros formados no Brasil e no exterior. Mesmo assim, temos a carência de médicos, e a população não pode ficar sem atendimento”, disse. Para o deputado, a PEC 293 também vai contribuir para a expansão de médicos no Brasil.

Diferença salarial
O deputado Izalci (PSDB-DF), no entanto, criticou a carreira médica no País. “O Hospital das Forças Armadas quer contratar médicos especialistas pagando apenas R$ 3 mil, enquanto os integrantes do Mais Médicos recebem R$ 10 mil. Como pode haver essa diferença?”, criticou.

Já o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), declarou que a Câmara precisa aprovar a PEC que cria a carreira de médico do Sistema Único de Saúde (SUS) para resolver de vez a questão da saúde pública. “Com essa proposta, não precisaríamos estar vivendo o caos na saúde pública”, disse.

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Reportagem - Carol Siqueira
Edição - Pierre Triboli

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