Saúde

Parlamentares avaliam programa federal de combate ao crack

Uma pesquisa mostrou que, no Brasil, há mais de 370 mil usuários regulares de crack ou de formas similares de cocaína fumada (pasta-base, merla e oxi). O programa do governo federal prevê investimentos de R$ 4 bilhões para combater esse vício.

21/11/2013 - 08:43  

dep rosane ferreira
Rosane Ferreira: é papel da Câmara acompanhar a efetiva implementação desse programa.

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados analisa nesta manhã os investimentos realizados e os resultados obtidos por meio do programa “Crack, É Possível Vencer”.

Lançado em dezembro de 2011, o programa contempla um conjunto de ações do governo federal para enfrentar os problemas em decorrência do consumo do crack e de outras drogas no Brasil.

O programa prevê investimentos de R$ 4 bilhões da União de forma articulada com estados e municípios, além da participação da sociedade civil. A iniciativa tem como objetivo aumentar a oferta de tratamento de saúde e atenção aos dependentes químicos, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas e ampliar atividades de prevenção até 2014.

“Acredito ser necessária uma avaliação sobre a correlação entre as ações e os investimentos propostos no programa do governo e a sua execução”, ressaltou a deputada Rosane Ferreira (PV-PR), que pediu o debate.

Número de usuários
Em setembro último, os ministérios da Justiça e da Saúde divulgaram um estudo intitulado “Estimativa do número de usuários de crack e/ou similares nas capitais do País”, encomendado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A pesquisa mostrou que os usuários regulares de crack ou de formas similares de cocaína fumada (pasta-base, merla e oxi) somam 370 mil pessoas nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

Debatedores
Foram convidados para discutir o assunto: o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Francisco Inácio Bastos; o secretário nacional de políticas sobre drogas, Vitore André Zilio Maximiano; e representantes dos ministérios da Saúde; da Educação; e do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas.

A audiência será realizada às 9h30, no Plenário 7.

Da Redação - ND
Colaboração – Caroline Pompeu

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