Economia

Comissão vai debater fornecimento de energia da Venezuela para Roraima

Deputado Urzeni Rocha afirma que o estado já enfrentou três apagões neste ano.

12/09/2013 - 11:08  

Arquivo - J. Batista
Urzeni Rocha
Urzeni Rocha defende medidas alternativas para suprir demanda de Roraima.

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional vai realizar audiência pública para discutir o fornecimento e a distribuição de energia elétrica da Venezuela para o estado de Roraima. É o que prevê requerimento do deputado Urzeni Rocha (PSDB-RR) aprovado nesta quinta-feira (11).

Ainda sem data marcada, a audiência terá como convidados representantes da Eletronorte, da Eletrobrás, da Companhia Energética de Roraima e da venezuelana Electrificación del Caroní (Edelca).

De acordo com Rocha, Roraima convive com apagões e interrupções frequentes no fornecimento de energia. “Essa insegurança no fornecimento de energia mostra que é preciso discutir o assunto em profundidade com as autoridades brasileiras e venezuelanas, para se estabelecer medidas alternativas que venham suprir a demanda de Roraima”, afirmou o deputado.

Linhão de Guri
Roraima recebe energia elétrica por meio de uma linha de transmissão que liga Boa Vista ao complexo de Guri-Macágua, na Venezuela. Da capital, a energia é distribuída para os municípios de Caracaraí, Alto Alegre, Cantá, Rorainópolis, Iracema, Mucajaí, Bonfim, São Luís do Anauá e Pacaraima.

O Linhão de Guri traz energia da Venezuela para Roraima por meio de um contrato firmado em 2001 com a Edelca e que terá vigência de 20 anos. “A Eletronorte recebe a energia da Venezuela, que por sua vez revende à Eletrobrás e à Companhia Energética de Roraima, para que façam a distribuição”, explicou Rocha.

Pelo contrato, a aquisição de energia será de 200 megawatts, mas Roraima compra apenas 102 megawatts, uma vez que o fornecimento é feito de acordo com a demanda.

No dia 4 deste mês, cerca de 400 mil pessoas ficaram sem energia por conta do desligamento do Linhão, o que, segundo o deputado, já ocorreu três vezes apenas em 2013.

Da Redação/DC

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