Coordenador da Associação dos Transportes Públicos pede mais atitude e gestão
Para Antenor dos Santos, clamor das ruas têm que ser traduzido em políticas públicas e legislação. Diretor da ONG Roda Viva, Nazareno Affonso defende aplicação da Política Nacional de Mobilidade Urbana.
09/07/2013 - 12:30
O coordenador da Associação Nacional dos Transportes Públicos, Antenor José dos Santos, defendeu mais atitude e gestão para viabilizar melhorias no transporte urbano. “Precisamos de atitude, gestão e ação. De leis e expertise técnica o Brasil já está bem servido”, afirmou, durante comissão geral no Plenário da Câmara que discute a política de transporte público no Brasil.
Segundo ele, as mobilizações das ruas ajudaram a incluir a mobilidade urbana na reivindicação por melhorias na saúde, educação e segurança. “Precisamos recepcionar o clamor das ruas e traduzir em políticas públicas em legislação e produção técnica.”
Ele criticou a lógica de privilegiar os automóveis em relação a outros meios de locomoção como bicicletas ou ônibus. Santos reclamou que o Brasil tem apenas 1.500km de ciclovias, enquanto Bogotá, capital da Colômbia, possui 420km e tem mais 220km em construção, integrados ao sistema de transporte.
Política de mobilidade
O coordenador da Associação Nacional dos Transportes Públicos e diretor da ONG Roda Viva, Nazareno Stanilau Affonso, defendeu a aplicação da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/12), que destina ao automóvel 30% da rua. Os outros 70%, de acordo com a lei, devem ser destinados aos pedestres, às bicicletas e ao transporte público.
De acordo com o ativista, as prefeituras não conseguem gerir o sistema de transporte porque estão sucateadas. “Hoje temos sistemas em perfeita condição de controlar onde está cada ônibus, mas as prefeituras não conseguem analisar esse dados” , afirmou.
Ele classificou como absurdo o foco do Estado brasileiro em universalizar o acesso do automóvel, com redução de impostos do setor, como política de transporte.
O debate sobre a política de transporte público prossegue no Plenário.
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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Marcos Rossi