Autoridade antitruste no País ainda não é forte, diz subprocurador
13/12/2012 - 11:48
O subprocurador da República Antonio Fonseca afirmou há pouco que a autoridade antitruste ou de defesa da concorrência no País ainda não é forte. “O mercado sabe que quando quer fazer a diferença e melhorar a concorrência no Brasil não vai ao Cade”, afirmou Fonseca.
Como exemplo de que o Brasil ainda não possui uma autoridade forte em termos de regulação da concorrência, Fonseca citou os altos preços praticados pela rede hoteleira do Rio de Janeiro na época da conferência Rio +20. “Quando quis discutir os preços, o governo mandou uma ordem para baixar. Mas se existisse uma autoridade forte ela teria tomado conta disso muito antes”, disse.
Para justificar a tese de que a autoridade antitruste é fraca no País, ele disse ainda que quando o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Skaf, quer discutir a defesa da concorrência, ele não vai ao Cade. "Prova disso é que ele foi convidado para essa reunião e não compareceu”, completou.
Para o subprocurador da República, o Brasil ainda é o país dos preços altos em razão de falha de regulação. “A análise de eficiência da concorrência no Brasil pode ter várias visões: da sociedade, das empresas e do governo”, disse Fonseca, para quem o consumidor brasileiro ainda carece de preços mais competitivos.
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Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcelo Westphalem