Política e Administração Pública

Orçamento pode ficar para 2012

22/12/2011 - 18:46  

Se deputados e senadores não conseguirem resolver os impasses que obstruem a votação do Orçamento até a meia-noite desta quinta, último dia do ano legislativo, o País iniciará 2012 sem a programação de gastos aprovada pelo Parlamento. Apesar de não ser o ideal, trata-se de um cenário possível, previsto na legislação e com precedentes.

Em dezembro de 2007, o Senado derrubou a proposta de prorrogação da CPMF, o que retirou cerca de R$ 40 bilhões das estimativas de gastos para 2008 e levou ao adiamento da votação do Orçamento daquele ano. A proposta orçamentária acabou sendo aprovada só em março de 2008, mas isso não inviabilizou o funcionamento da máquina pública.

Isso porque a Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê que a União pode gastar por mês 1/12 da proposta orçamentária original (art.72 da Lei 11.514/07), liberando recursos para pagamentos inadiáveis, como pessoal, dívidas, juros, bolsas de estudo, material para funcionamento do serviço público e uma série de outros itens.

Em 2007, a Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle (Conorf), do Senado Federal, calculou que, dos gastos previstos de R$ 943,4 bilhões de todos os Poderes, poderiam ser pagos R$ 844,3 bilhões - ou 89,5% de todas as verbas previstas -, mesmo sem a aprovação do projeto de orçamento para 2008.

Da Redação/DC

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