Política e Administração Pública

Novais diz que não demitirá assessor que deveria passar dados sobre convênios

17/08/2011 - 18:42  

O ministro do Turismo, Pedro Novais, disse que não tem motivos para desconfiar do assessor especial de controle interno da pasta, Ricardo Cardoso dos Santos, e que não irá demiti-lo. Ricardo supostamente teria deixado de encaminhar ao gabinete do ministro informações enviadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) - antes de estourar a Operação Voucher, da Polícia Federal (PF) - sobre suspeitas de irregularidades no órgão.

A operação resultou na prisão de 36 pessoas por suspeitas de desvio de R$ 3 milhões dos R$ 4,4 milhões repassados ao Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) – todos os acusados já foram libertados. “O encaminhamento de processos dentro do ministério é uma questão de rotina. Ricardo é um rapaz humilde, mas com bom conhecimento técnico”, disse o ministro. Além disso, segundo Novais, o documento do TCU referia-se a outro convênio, não o alvo da Operação Voucher.

Número 2 da hierarquia
Pedro Novais afirmou também que não se sente “nem traído nem enganado” pelo secretário-executivo do órgão, Frederico Silva Costa, um dos acusados de participar do suposto esquema de corrupção. Frederico Costa pediu demissão ontem, mas ainda não foi oficialmente desligado do cargo. “Estou apenas tomando as providências cabíveis após o conhecimento do fato. Posso ter todos os defeitos, menos fazer papel de bobo”, declarou o ministro.

Pedro Novais participa, neste momento, de audiência pública promovida por três comissões da Câmara (de Defesa do Consumidor; de Fiscalização Financeira e Controle; e de Turismo e Desporto). O debate acontece no auditório Nereu Ramos.

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Reportagem – Carolina Pompeu
Edição – Marcelo Oliveira

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