FGV: lan houses são uma apropriação da tecnologia pela periferia
16/03/2010 - 15:27
O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Ronaldo Lemos destacou há pouco que as lan houses representam uma forma de empreendedorismo “que vem de baixo para cima”. “Esses estabelecimentos são uma forma de apropriação da tecnologia pelas periferias brasileiras levando à inovação”, disse Ronaldo Lemos durante audiência pública da Comissão Especial dos Centros de Inclusão Digital (Lan houses).
O professor ressaltou ainda que, na maioria dos municípios brasileiros, as lan houses representam o único local de acesso da população a informações e conhecimento. Conforme lembrou, enquanto o País conta com cerca de 108 mil lan houses, existem apenas 5 mil bibliotecas, 2.300 livrarias e 2 mil salas de cinema.
Ele destacou também que muitos desses estabelecimentos começam a prestar serviços públicos espontaneamente. Nesses locais, explicou, a população pode fazer declaração de isento do Imposto de Renda, pagar Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), contas de água, luz e telefone.
“São espaços privilegiados para pensar em políticas públicas, principalmente no horário da manhã. O Estado pode fazer parcerias para oferecer cursos, com a infraestrutura que já existe”, propôs.
A audiência ocorre no plenário 11.
Continue acompanhando a cobertura desta audiência pública.
Reportagem - Maria Neves
Edição - Newton Araújo