23/03/2023 14:40 - Política
Radioagência
Mulheres assumem a presidência de cinco comissões permanentes
MULHERES ASSUMEM A PRESIDÊNCIA DE CINCO COMISSÕES PERMANENTES. A REPÓRTER MARIA NEVES OUVIU AS PRESIDENTES E TEM MAIS INFORMAÇÕES.
Com a maior bancada da história do Parlamento nessa legislatura – 91 deputadas –, as mulheres também assumem a presidência de cinco comissões permanentes da Câmara esse ano. Além de comandar a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, as parlamentares estarão no comando das comissões de Ciência, Tecnologia e Inovação; de Fiscalização Financeira e Controle; de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; e da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais.
Em seu primeiro mandato como deputada federal, Célia Xakriabá (Psol-MG) assume a Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais, criada este ano, assim o Ministério dos Povos Indígenas. Ela ressalta que demorou 523 anos para um indígena assumir a presidência de uma comissão na Câmara.
Na concepção da deputada, que é mestre em Desenvolvimento Sustentável, é preciso lembrar que “quem é maioria nem sempre faz melhoria”. Célia Xakriabá sublinha que, embora os povos indígenas representem menos de 1% da população brasileira e não cheguem a 5% da população mundial, protegem 80% da biodiversidade.
Ainda conforme a deputada, a Organização das Nações Unidas já reconhece que a demarcação dos territórios de povos tradicionais significa a “solução número um” para barrar a crise climática.
“Nós povos indígenas, mulheres indígenas, inclusive, sempre discutimos a bioeconomia. Hoje o Brasil e o mundo precisam urgentemente discutir sobre transição econômica, transição humanitária e transição política. Porque, se as pessoas realmente estão preocupadas com a economia, não vai existir nem dinheiro, não vai existir nem política, se não existir planeta. Então, é preciso primeiramente cuidar da casa em comum, que é o planeta. Estaremos no Parlamento fazendo pelo planeta.”
Escolhida presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, a deputada Lêda Borges (PSDB-GO), única eleita pelo PSDB, destaca que as mulheres continuam lutando pelos mesmos direitos que reivindicavam há mais de um século e meio – direito à vida, ao emprego, à igualdade salarial. Ainda assim, a parlamentar goiana se diz otimista, já que existe unidade da bancada na defesa das pautas femininas.
“Depois de um século e meio estamos lutando para não morrer e para ter O reconhecimento salarial igual ao dos homens na iniciativa privada. Esses são alguns dos tantos desafios, mas a comissão é suprapartidária, ela discutirá políticas públicas e legislação que abarquem todas essas questões importantes para as mulheres brasileiras.”
Representante do maior partido de oposição na Casa, o PL, a deputada Bia Kicis (PL-DF) vai comandar a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, responsável por fiscalizar as contas de órgãos da administração pública federal. Depois de ser a primeira mulher a presidir a prestigiada Comissão de Constituição e Justiça, Bia Kicis ressalta que também será pioneira à frente da comissão de Fiscalização.
“Eu tive a alegria e a honra de ser a primeira mulher a presidir a CCJ, Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, e agora também primeira mulher a presidir a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle.”
A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial, ficará a cargo da deputada Luiziane Lins (PT-CE). Em seu terceiro mandato, a parlamentar assume a tarefa depois de ter sido vice-líder de seu partido na última legislatura.
A última comissão que será comandada por uma mulher esse ano é a de Ciência, Tecnologia e Inovação, que coube à deputada Luisa Canziani, do PSD. No segundo mandato, a paranaense também foi escolhida como coordenadora da Bancada Feminina na Casa.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Maria Neves








