BNDES: setor energético é prioritário no PAC

03/04/2007 - 16:36  

O chefe do Departamento de Energia Elétrica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nelson Fontes Siffert Filho, afirmou há pouco que o banco financiará cerca de R$ 20 bilhões na construção de 20 usinas hidrelétricas incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "O setor elétrico é prioritário para o BNDES, em razão de seus efeitos sobre a geração de empregos e o crescimento da economia como um todo", disse.

Ele participou de audiência pública, encerrada há pouco, promovida pela Comissão de Finanças e Tributação para debater os financiamentos do BNDES para o PAC.

Siffert destacou os incentivos que o banco criou para o setor elétrico nos últimos anos. Segundo ele, o spread para financiamentos de projetos da área caiu de 2,5% a 3% para 0,5% a 2%. Ele explicou que, no setor de geração de energia, um dos mais beneficiados, atualmente é adotada uma taxa em torno de 1%.

Construção civil
Durante a audiência, o presidente da Comissão de Finanças, deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), cobrou incentivos para o financiamento de capital de giro para empresas do setor de construção civil que executem obras do PAC. De acordo com o superintendente da área de Operações Indiretas do BNDES, Cláudio Bernardo Guimarães de Moraes, o spread para essas empresas está em 3%. "Precisamos criar condições para que pequenas empresas insiram-se no PAC sem serem estranguladas por causa da falta de capital de giro", disse Virgílio.

O deputado Antonio Palocci (PT-SP) apoiou as cobranças de Guimarães, mas ressalvou as limitações do BNDES na concessão de benefícios. "Todos nós trabalhamos para que os spreads sejam menores, mas Deus queira que um dia os bancos privados pratiquem os spreads do BNDES" afirmou.

*Matéria atualizada às 18h36.

Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Renata Tôrres

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